Mais de 60 mil pessoas ainda não compareceram para 1ª dose da vacina

E cerca de 98 mil pessoas deixaram de completar o ciclo vacinal

Mais de 60 mil pessoas ainda não compareceram para 1ª dose da vacina
Doses estão disponíveis em 17 pontos da capital

Porto Velho ainda tem 60.842 pessoas que não tomaram a 1ª dose da vacina que protege contra a covid-19. E entre elas, prevalece o público entre 20 a 30 anos. Os dados estão da página do Localiza SUS, divulgados nesta terça-feira (23).

A imunização na capital segue disponível em 15 unidades básicas de saúde, além do Porto Velho Shopping e Escola do Legislativo, todos os dias, inclusive em horários alternativos.

Segundo a gerente de imunização da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Elizeth Gomes, as vacinas estão disponíveis em locais estratégicos, perto da população.

Com relação a 2ª dose, são 98.543 pessoas que deixaram de completar o ciclo vacinal. “Desta forma, teremos atraso, também, na 3ª dose, que também já está disponível”, destacou.

A coordenadora de imunização alerta que muitas pessoas podem ignorar que o intervalo entre a 1ª e a 2ª dose baixou para 28 dias, diferente dos 120 dias anotado no cartão de vacina recebido ainda na 1ª dose.

OCORRÊNCIAS

Elizeth Gomes manifestou preocupação com a elevação do número de casos de infecção em todo o estado, inclusive com a incidência de óbitos.
Conforme o Localiza SUS, há em Porto Velho mais de 4 mil pessoas que estão aptas para receber a 2ª dose da vacina Coronavac, mais de 30 mil que receberam a vacina Astrazeneca e 40 mil que também podem completar o ciclo vacinal com o imunizante Pfizer.

No grupo dos que já podem receber a 3ª dose são 40 mil pessoas. As doses de reforço são para todas as pessoas a partir dos 18 anos que tenham tomado a segunda aplicação há pelo menos 120 dias.

A vacinação também é feita no Crie – Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais, que funciona no Hospital de Base. Neste local são imunizadas as pessoas do grupo dos imunodeprimidos, em que estão incluídos, por exemplo, os cardiopatas e portadores de HIV. Parte deles não voltou para receber a 2ª dose.

VULNERÁVEIS

“Sem a proteção, temos o risco que ver crescer o número infectados. Isto já ocorre em outros municípios”, destacou Elizeth.
“A vacina funciona em cadeia. Um grupo não vacinado pode continuar transmitindo o vírus, que pode atingir quem está vacinado”, exemplifica.